quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Orientações sobre os instrumentos de avaliação 2 e 3

Os instrumentos de avaliação previstos nesta disciplina no início do semestre foram:
Avaliação:
1.         Texto elaborado individualmente apresentando um contraponto entre os elementos teóricos estudados em aula e a prática observada no estágio, fundamentado no conceito de Educação Matemática e suas tendências.
2.         Pôster com proposta de sobre ação didática abordando um dos processos mentais básicos para a aprendizagem de matemática, em duplas, com apresentação presencial.
3.         Auto avaliação.

Para a turma 1 (matutino) a apresentação do poster será no dia 12/12/2018, as 9:00 na sala 8 do DEDC. Para a turma 4 (noturno) será no dia 10/12/2018, as 19:30, na sala 8 do DEDC.

Para a elaboração do pôster devem ser consideradas as reflexões tecidas na segunda parte da disciplina (a partir dos textos 7 a 12 disponíveis neste blog). Neste material são discutidos o currículo da Educação infantil, as capacidades mentais básicas para a aprendizagem de Matemática, a abordagem das áreas de Matemática na EI (noções numéricas, conhecimentos geométricos, medidas e tratamento da informação), além do papel da ludicidade (jogos e brincadeiras) para a abordagem desses conteúdos na EI. 
Aqueles que estiverem desenvolvendo atividades de estágio na educação infantil neste semestre podem apresentar um relato de experiência. Caso contrário, pode ser feita uma proposta de atividade que seria desenvolvida na educação infantil durante um encontro.
A atividade deve ser elaborada em duplas (preferencialmente com a dupla de estágio).
É necessário que contenha objetivo, público alvo (idade), conteúdo abordado e descrição detalhada da atividade ( enriquecida com fotos, esquemas, etc.).

Sobre a autoavaliação, deve ser elaborado um texto curto contendo a identificação do estudante, a nota que se atribui nesta disciplina e uma breve justificativa. É individual e deve ser entregue na última semana da disciplina.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

12. A resolução de problemas na infância efetivando a educação estocástica

A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NA INFÂNCIA EFETIVANDO A EDUCAÇÃO ESTOCÁSTICA
Celi Espasandin Lopes
Debora de Oliveira
Resumo
Este artigo discute a educação estocástica na infância a partir do desenvolvimento de uma atividade com crianças de uma escola pública da rede municipal de São Paulo. Ele decorre de uma pesquisa de doutorado cujo objetivo é analisar como os professores adquirem conhecimentos profissionais sobre os processos de ensino e aprendizagem de estatística e matemática na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental. O projeto tem como fio condutor a investigação sobre o desenvolvimento profissional de professores, quando inseridos em um espaço formativo centrado no processo investigativo e reflexivo promovido pela resolução de problemas. Ao se defrontarem com uma situação problema real, as crianças exercitaram o levantamento de possibilidades e a análise sobre as chances dessas possibilidades e tomaram decisões a partir do levantamento e da representação de dados, desenvolvendo, assim, o raciocínio estocástico. Evidencia-se também que os professores, inseridos em processos de formação sobre a educação estocástica, mobilizam seus conhecimentos para suas ações pedagógicas centradas na problematização, e estas possibilitam à criança uma aprendizagem matemática centrada no estabelecimento de relações e significados.
Palavras-chave: Educação Matemática. Educação Estatística. Infância. Estocástica. Formação de professores.


Para acessar o texto completo clique no link: http://www.sbemrs.org/revista/index.php/2011_1/article/view/39/46

11. Estudo de medidas na Educação Infantil

ESTUDOS DE MEDIDAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Jéssica da Costa Ricordi
Resumo
O artigo objetiva relatar uma sequência didática realizada no CEI Pipa Encantada – Curitiba – PR, com crianças de três e quatro anos de uma turma de maternal. A sequência teve como propósito oportunizar momentos de experimentação com as noções de medidas, visando às descobertas das crianças através das atividades e situações propostas. As crianças em questão, já haviam participado de um projeto com as mesmas bolsistas, no qual tiveram algum contato com o tema, pois haviam trabalhado com Noções de Velocidade, onde puderam analisar medidas de velocidade, aceleração, distância, entre outros. As crianças eram pequenas e assim como no projeto anterior demonstraram dificuldade de abstração dos conceitos aprendidos, contudo, surpreenderam a todos os envolvidos com as hipóteses que levantavam, foram analisados registros e relatos das crianças para observar esta evolução de compreensão das mesmas. Elas problematizavam as questões antes mesmo de serem questionadas. Os registros pictóricos e orais foram de extrema importância para que as bolsitas pudessem analisar o quanto as crianças haviam compreendido dos conceitos apresentados a elas. O projeto possibilitou uma experiência singular às bolsistas envolvidas, pois tiveram a oportunidade de relacionar questões do cotidiano das crianças e suas brincadeiras ao ensino da matemática. O PIBID contribui imensamente para a formação acadêmica e social dos participantes com possibilidades de relacionar teoria e prática em sala de aula. Esse projeto apoia similarmente o trabalho das professoras regentes do CEI, pois estas participaram indiretamente de todas as atividades, auxiliando e analisando as atividades e planejamentos, conhecendo novas tendências e estudos metodológicos, possibilitando desta forma uma constante evolução na forma de ensinar.

Palavras-chave: Medidas. Estudos. Educação Infantil.

Para acessar o texto completo clique no link:   http://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/16026_7443.pdf

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

10. O brincar e o desenvolvimento das noções espaciais na educação infantil

O brincar e o desenvolvimento das noções espaciais na Educação Infantil
Suelene de Rezende e Silva
Rute Cristina Domingos da Palma

Resumo:
O presente estudo se propõe a analisar quais noções espaciais um grupo de crianças da Educação Infantil mobiliza e manifesta ao brincar da “Caça ao tesouro”. No processo de elaboração, desenvolvimento e análise das noções espaciais mobilizadas e representadas pelas crianças, reportamo-nos, principalmente, aos estudos de Vygotsky, Leontiev e Wallon. A pesquisa, caracterizada como um estudo de caso qualitativo, foi realizada em uma escola da Rede Municipal de Ensino de Cuiabá- MT, que atende a Educação Infantil e o 1º Ciclo. Sendo desenvolvida em uma turma da Educação Infantil com crianças na faixa etária de cinco anos. Os dados foram produzidos a partir da observação participante, anotações das pesquisadoras e do registro em vídeo que possibilitou captar o movimento das crianças, as falas, expressões, gestos e emoções. Para fins de análise, os dados foram organizados em um episódio, que, por sua vez, foi dividido em quatro cenas, quais sejam: os conhecimentos prévios manifestos, a primeira leitura do mapa, exploração do mapa coletivamente e a procura ao tesouro. A análise dos dados indica que as crianças mobilizaram noções de posição, direção e sentido e, também, ampliaram sua percepção do espaço.
Palavras-chave: Noções espaciais; Brincadeira; Educação Infantil.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

9. A percepção matemática na educação infantil a partir das brincadeiras


A PERCEPÇÃO MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL A PARTIR DE BRINCADEIRAS
Maria Flávia Dias Machado
Reginaldo Fernando Carneiro
Resumo
É na aprendizagem matemática que as crianças desenvolvem diversas noções que são importantes para seu desenvolvimento para tornarem-se autônomas, capazes de pensar e resolver problemas. Por meio da curiosidade que a criança descobre o mundo e, por isso, os conteúdos matemáticos trabalhados, principalmente na Educação Infantil, podem ser apresentados a elas por meio de jogos, brincadeiras, músicas e desenhos. Pensando nisso, este trabalho busca compreender como ocorre a percepção matemática na Educação Infantil a partir da brincadeira de amarelinha e do jogo de boliche, tendo como questão de pesquisa: Como ocorre a percepção matemática na Educação Infantil a partir de brincadeiras? Para responder a essa pergunta, realizei duas intervenções com uma turma do primeiro período da Educação Infantil, composta por 20 alunos com quatro anos de idade de uma escola da rede particular da região leste de Juiz de Fora - MG. Para a coleta de dados utilizei um roteiro de intervenção e como instrumento para produção de dados a gravação em áudio e vídeo, fotos e notas de campo. As análises evidenciaram que as brincadeiras cumpriram a função principal na aprendizagem da matemática de levar as crianças a estabelecerem relações, levantarem hipóteses, tirarem conclusões, confrontarem ideias e estimularem uma variedade de ideias matemáticas relacionadas à percepção.
Palavras-chave: Educação infantil. Ensino e aprendizagem. Matemática.


Para acessar o texto completo clique no link:http://www.ufjf.br/pedagogia/files/2017/12/Percep%C3%A7%C3%A3o-matematica-na-educa%C3%A7%C3%A3o-infantil-a-partir-de-brincadeiras.pdf


Leitura Complementar:


Processos mentais básicos para aprendizagem da Matemática na educação infantil:
(Extraído de Educação Infantil e percepção matemática, e Sergio Lorenzato)
Correspondência: ato de estabelecer uma relação “um a um”.
·         Um prato para cada pessoa;
·         Cada pé com seu sapato;
Mais tarde a correspondência será exigida em situações do tipo: a cada quantidade, um numeral; a cada posição (numa sequência ordenada), um número ordinal.
A correspondência é um processo mental fundamental para a construção do conceito de número e das quatro operações. Grande parte das dificuldades que as crianças apresentam, na aprendizagem inicial da aritmética, deve-se ao fato de elas não terem compreendido o processo de correspondência em toda sua abrangência.
A fim de facilitar a compreensão desse processo, a correspondência deve ser abordada por etapas. Elas são quatro, com objetivos bem distintos e que visam favorecer:
a)       A percepção visual direta, apresentando uma disposição espacial que ressalta a correspondência ótica, visual, de elemento para elemento.
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b)       A percepção visual indireta, pois a disposição espacial dos elementos de um conjunto é diferente da disposição espacial dos elementos do outro conjunto.
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c)        A correspondência de um elemento de um conjunto, com vários elementos de outro conjunto, e vice-versa.
Ex: dois palhaços, dois chapéus, quatro sapatos e oito botões. A criança deve dar a cada palhaço um chapéu, dois sapatos e quatro botões.
d)       Associação de uma mesma ideia presente em dois objetos diferentes.
Ex: uma cartela com os desenhos de martelo, trem escova de dente, pé e arvore e outra com os desenhos de prego, folha, bota, trilhos e tubo de pasta de dente.

Observação importante: Apesar de a correspondência ser um processo necessário na formação do conceito de número, o fato de uma criança conseguir realizar a correspondência um a um não garante que ela esteja percebendo que os dois conjuntos têm a mesma quantidade de elementos.

Comparação: ato de estabelecer diferenças ou semelhanças.
·         Esta bola é maior que aquela;
·         Moro mais longe do que ela;
·         Somos do mesmo tamanho?
Mais tarde virão: quais destas figuras são retangulares? Indique as frações equivalentes.
Naturalmente, a criança já faz comparações fora da escola:  tamanhos, formas, cores, quantidades. Cabe ao professor, na escola, aproveitar esses conhecimentos para estimular as crianças a encontrar semelhanças e diferenças que caracterizam o que desejam comparar.
O processo de comparação envolve noções elementares como a de tamanho, distância, quantidade, com as quais as crianças convivem desde cedo. Há que se considerar que:
a)       O tipo mais fácil de comparação é aquele entre dois elementos da mesma espécie.
b)       Quando os elementos são de espécies diferentes é necessário cuidado em não apresentar em um mesmo desenho, por exemplo, um grande rato e um pequeno elefante e perguntar: “Qual é maior?” Qualquer resposta seria válida!


c)        Toda comparação entre três elementos é mais difícil.
Por exemplo, comparar o tamanho de uma girafa, um gato e um rato. Está embutida aí a ideia de relatividade: ao mesmo tempo que o gato é menor (que a girafa) é maior (que o rato). Pressupõe também a transitividade: crianças pequenas percebem a relação entre a e b e entre b e c, mas não podem perceber a relação entre a e c.
 
d)       o processo de comparação pode levar a criança a intuir a adição (e consequentemente, a subtração). Ao perceber que um conjunto A é maior que um conjunto B, “O que se deve fazer para que B tenha a mesma quantidade de A?”
Observe que a pergunta: o que fazer para que fiquem iguais sugere a algumas crianças a repartição (e não a subtração, ou diferença): Se José ganhou 4 bolas e João ganhou 6, tire uma de João e dê a José.
João
José
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e)       a noção de igualdade está intimamente relacionada às noções de adição e subtração. Na divisão por dois, convém verificar se as crianças entendem facilmente as expressões “a mesma coisa”, “duas partes iguais”, “igual”, ou se elas preferem “metade”, “a mesma quantidade”, “o mesmo número”. O importante é que elas relacionem “metade” com “duas partes iguais”.
f)        Comparações propostas às crianças devem favorecer quantidades discretas e contínuas:
o    Quantidades contínuas: compostas por partes não distintas, isto é, que são percebidas como um todo. Uma fruta, um copo com água, uma bola de massinha, etc.
o    Quantidades discretas: (ou descontínuas) são compostas por elementos distintos: um conjunto de figurinhas, de bonecas, de tampinhas, etc.
A comparação é fundamental para classificar, seriar, incluir e para a conservação (não variação).

Classificação: ato de separar em categorias de acordo com semelhanças ou diferenças.
·         Na escola, a distribuição dos alunos por turmas;
·         Arrumação de mochila ou gaveta;
·         Dadas várias peças triangulares e quadriláteras, separá-las conforme o total de lados que possuem.
Uma vez realizada a comparação, torna-se possível separar os objetos segundo o que eles têm em comum, ou que têm de diferente. Muitas das dificuldades que surgem na classificação estão no processo de comparação mal realizado. Para classificar é preciso escolher ou determinar um critério, e este baseia-se em um atributo comum aos elementos que serão classificados. A facilitação se dá por meio de auxílio na percepção de semelhanças e diferenças entre os objetos. É preciso que as crianças manuseiem os objetos e descrevam o que observam neles. Pesquisas e conhecimentos advindos da prática docente sugerem que o estabelecimento de critérios perceptuais (cor, forma, tamanho) surge antes e mais facilmente que o estabelecimento de critérios conceituais (que são abstratos).
Em uma escala crescente de dificuldade, poderia se proposto:
1.       Agrupamento de objetos que possuem algo em comum facilmente perceptível. Por exemplo, dadas 2 fichas azuis, 3 verdes e 4 amarelas, todas misturadas, separar as amarelas.
2.       Continuação da classificação por observação: o professor começa a fazer uma classificação sem explicar qual é o critério utilizado e as crianças, por observação, devem continuar a classificar usando o mesmo critério. Por exemplo, 20 ou 30 barras da Escala Cuisinaire de comprimentos 4, 5, 6 e 7 cm, o professor inicia a separação por tamanho (ou cores) e as crianças por imitação devem segui-lo.

































































































































































































































































































































































3.       Classificação de objetos que exige descoberta de um critério. Por exemplo, apresentar ao mesmo tempo uma fruta, uma folha (de árvore) uma borracha e um pedaço de pão. As crianças devem descobrir um critério para separá-los, tal como comestível ou não, mole ou duro, cor, etc.
4.       Classificação dos mesmos objetos por distintos critérios. Por exemplo, classificar os sapatos das crianças por tamanho, depois por cor, depois por tipo (aberto, fechado, de amarrar, etc.).
5.       Classificação dentro de outra classificação:
·         O material que cada criança leva para a escola (para se agasalhar, para comer, para pintar, etc.) pode ser classificado em ficar fora ou dentro da mochila; o material de dentro da mochila pode ser classificado em comestível ou não.
·         Ao chegar das compras do supermercado, escolher o que vai para a geladeira.
·         Dado um conjunto de sólidos geométricos, separá-los por ter ou não pontas, e estes, por rolarem ou não.



Esse último tipo de classificação permite à criança a percepção da inclusão, a ideia de conter e estar contido, de “estar dentro de”, de subconjunto.
Sequenciação: ato fazer suceder a cada elemento um outro sem considerar a ordem entre eles.
·         Chegada dos alunos à escola.
·         Entrada dos jogadores de futebol em campo.
·         Compra em supermercado.
Seriação: ato de ordenar uma sequência segundo um critério.
·         Fila de alunos, do mais baixo ao mais alto;
·         Lista de chamada dos alunos;
·         Numeração das casas na rua;
·         Calendário;
·         O modo de escrever os números (123 é diferente de 321).
Inclusão: ato de fazer abranger um conjunto por outro.
·         Incluir as ideias de laranjas e de bananas em frutas;
·         Meninos e meninas em crianças;
·         Professor e porteiro em trabalhador na escola;
·         Losangos, retângulos e trapézios em quadriláteros.

Conservação: ato de perceber que a quantidade não depende da arrumação ou forma ou posição.
·         Uma roda grande e outra pequena, ambas formadas com a mesma quantidade de crianças;
·         Um copo largo e outro estreito, ambos com a mesma quantidade de água